Como usar a nota do ENEM para estudar no exterior?
Mais de 50 universidades internacionais aceitam o ENEM. Entenda quais países participam e o que você precisa fazer.
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BRASA Ensina
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Para muitos estudantes brasileiros, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) representa a porta de entrada para o ensino superior no Brasil. O que nem todos sabem é que essa mesma nota pode abrir portas em universidades de outros países. Mais de 50 instituições ao redor do mundo aceitam o ENEM como parte do processo seletivo de admissão, incluindo nomes como a Universidade de Coimbra, em Portugal, a Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, e a Universidade de Toronto, no Canadá.
Este artigo explica como esse processo funciona, quais países participam e o que mais é necessário para tornar essa possibilidade real.
O primeiro ponto a compreender é que a aceitação do ENEM varia bastante de uma instituição para outra. Não são todas as universidades de um determinado país que participam, e nem todos os cursos dentro de uma mesma instituição necessariamente adotam essa modalidade. Cada universidade estabelece seus próprios critérios, incluindo notas mínimas exigidas e o peso atribuído a cada área do exame.
Esses pesos, em geral, acompanham a lógica da área de estudo escolhida. Para cursos de Engenharia, a nota de Matemática tende a ter maior relevância. Para Relações Internacionais, Ciências Humanas e Redação costumam receber maior destaque. Para áreas como Biologia ou Neurociência, o desempenho em Ciências da Natureza é especialmente valorizado. Consultar diretamente o edital de cada instituição é sempre o caminho mais seguro para entender os critérios específicos.
O ENEM como parte de um conjunto
A avaliação holística e o que as universidades estrangeiras realmente buscam
Um aspecto central do processo seletivo de universidades estrangeiras é a chamada avaliação holística. Esse modelo parte do princípio de que uma nota, por mais expressiva que seja, não é suficiente para retratar um estudante em sua totalidade. As instituições querem compreender quem é o candidato, como ele utilizou as oportunidades que teve ao longo da vida acadêmica e com que clareza ele articula seus objetivos.Na prática, isso significa que o ENEM raramente é o único documento exigido. A candidatura pode incluir:
Histórico escolar completo
Carta de motivação ou redações complementares;
Lista de atividades extracurriculares ou currículo;
Cartas de recomendação;
Outros documentos solicitados pela instituição.
Essa perspectiva tem uma implicação direta e importante: uma nota mediana no ENEM não elimina automaticamente um candidato, assim como uma nota excelente não garante a aprovação. O que define o resultado é a qualidade e a coerência do conjunto apresentado.
Outro ponto que exige planejamento cuidadoso é o calendário dos processos seletivos internacionais. Em muitos países, as candidaturas abrem meses antes do que os estudantes brasileiros estão habituados, frequentemente antes mesmo de o ENEM acontecer.
Isso significa que acompanhar os editais com antecedência, organizar a documentação necessária e compreender cada fase do processo são etapas tão importantes quanto a preparação para a prova em si. Estudantes que já passaram por esse processo são unânimes em um conselho: quanto mais cedo o planejamento começar, melhor.
Portugal: o programa Enem Portugal
Portugal foi um dos primeiros países a formalizar acordos com o governo brasileiro para o uso do ENEM em processos seletivos universitários, dando origem ao programa conhecido como "Enem Portugal". Mais de 30 instituições públicas e privadas participam da iniciativa, entre elas universidades de Coimbra, Lisboa, Porto, Algarve e outras cidades do país.
Em geral, o processo em Portugal concentra maior peso na nota do exame, com critérios específicos definidos por área e por curso. Ainda assim, cada instituição mantém autonomia para estabelecer suas próprias regras de admissão, o que reforça a necessidade de consultar diretamente os sites e editais de cada universidade de interesse.
Estados Unidos: o ENEM como elemento complementar
Nos Estados Unidos, o uso do ENEM funciona de forma diferente. A nota pode integrar a candidatura, mas raramente substitui outros exames ou elementos do processo seletivo. Nas universidades americanas, o perfil completo do candidato tem peso muito significativo, incluindo desempenho acadêmico ao longo dos anos, atividades extracurriculares, redações pessoais e cartas de recomendação.
Entre as instituições que aceitam o ENEM estão Northeastern University, New York University (NYU) e Temple University, além de outras. A recomendação, nesse contexto, é verificar com atenção as exigências específicas de cada programa antes de iniciar a candidatura.
Como dar os próximos passos?
Se você chegou até aqui, uma lista com as 52 universidades ao redor do mundo que aceitam o ENEM e depoimentos de estudantes que usaram o vestibular no exterior. Clica aqui. Esse material pode servir como ponto de partida para a construção de uma college list alinhada com seus objetivos e prioridades.
Usar o ENEM como ferramenta de acesso ao ensino internacional é uma possibilidade concreta. Com informação adequada, planejamento e dedicação, ela pode se tornar parte da sua trajetória.
Cada trajetória começa com uma decisão: pesquisar, planejar e entender quais caminhos existem para o seu perfil. A BRASA Ensina existe exatamente para isso, oferecendo informação acessível e apoio concreto para que você identifique a rota que faz mais sentido para a sua história. O próximo passo é seu, e a BRASA ensina.
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