O que são provas de proficiência?

IELTS, TOEFL, Cambridge, DELF, TestDaF: escolha a certificação certa para o seu destino e perfil.

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BRASA Ensina

8 min

de leitura

Imagine dedicar meses pesquisando universidades, montando uma college list cuidadosa, preparando todos os documentos da candidatura, só para descobrir que falta um certificado que comprova algo que você já sabe fazer: falar outro idioma. Esse é um erro mais comum do que parece, e quase sempre acontece porque as provas de proficiência ficam para o último momento do planejamento, quando deveriam estar entre os primeiros itens da lista.

As provas de proficiência são exames que certificam, de forma padronizada, o nível de domínio de um idioma. Para universidades estrangeiras, elas funcionam como uma garantia de que o candidato tem condições de acompanhar aulas, participar de discussões e produzir trabalhos acadêmicos no idioma em que o curso será ministrado. Cada idioma tem os seus próprios exames, cada exame tem o seu próprio formato, e cada universidade define quais aceita e qual pontuação mínima exige.

A seguir, um mapa completo do que existe por idioma, para que você saiba exatamente o que procurar de acordo com o destino que está considerando.

Inglês é o idioma com mais opções

De Cambridge ao Duolingo: entenda as diferenças antes de escolher

O inglês é o idioma com maior variedade de provas de proficiência disponíveis, o que pode gerar confusão na hora de decidir qual fazer. As mais reconhecidas internacionalmente são o IELTS, o TOEFL e as certificações de Cambridge.

O IELTS, oferecido em parceria entre a British Council, o IDP e a Universidade de Cambridge, avalia leitura, escrita, fala e audição em uma escala de 0 a 9. É amplamente aceito em universidades do Reino Unido, Austrália, Canadá, Estados Unidos e em muitas instituições na Ásia e Europa. O TOEFL, desenvolvido pela ETS, segue uma lógica similar mas é historicamente mais associado ao processo de admissão nos Estados Unidos. Ambos são aplicados presencialmente em centros autorizados e têm validade de dois anos.

As certificações de Cambridge, por sua vez, são organizadas por nível de proficiência. O FCE, hoje chamado B2 First, certifica um nível intermediário avançado. O CAE, ou C1 Advanced, é o mais solicitado por universidades europeias que ministram cursos em inglês. O CPE, ou C2 Proficiency, representa o nível mais alto da escala e não tem prazo de validade, diferente dos demais. Para quem planeja estudar no Reino Unido ou em países europeus com programas em inglês, as certificações de Cambridge costumam ser a escolha mais estratégica. Clica aqui para descobrir onde cada certificação é aceita no mundo.

O Duolingo English Test merece atenção especial. Lançado como alternativa mais acessível e flexível, ele pode ser feito em casa, tem custo significativamente menor do que os exames tradicionais e entrega o resultado em dois dias. Nos últimos anos, o número de universidades que o aceitam cresceu de forma expressiva, incluindo instituições como MIT, Duke e Columbia. Vale verificar, caso a caso, se as universidades da sua lista o reconhecem, mas ignorá-lo como opção seria um erro. Conheça aqui as instituições que o reconhecem!

Ana Clara Cardoso

Board da BRASA, estudante de Jornalismo, Universidade Nova de Lisboa

“Ouvi falar em provas padronizadas e as suas diferenças na Passaporte BRASA 2023. Depois disso, decidi que além de querer realizar uma para aplicar ao exterior, eu queria fazer uma prova que pudesse medir os anos de estudo que dediquei ao Inglês e cuja validade fosse maior que do IELTS ou TOEFL, por exemplo, para poder usar profissional e academicamente.  E foi assim que, após pesquisar, encontrei o CAE. 

As provas padronizadas são conhecidas por abrirem portas às suas capacidades linguísticas, mas pouco se fala sobre os seus valores não serem sempre os mais acessíveis. Pensando nisso, optei por fazer o CAE, pois além de ser aceito em mais de 2000 universidades no Reino Unido,  EUA e Austrália, não tem validade. Posso utilizá-lo para aplicar a uma faculdade, assim como para comprovar meu nível de proficiência numa oportunidade de emprego, sem precisar me preocupar de gastar mais 500 euros daqui a alguns anos”

Ana Clara Cardoso

Board da BRASA, estudante de Jornalismo, Universidade Nova de Lisboa

“Ouvi falar em provas padronizadas e as suas diferenças na Passaporte BRASA 2023. Depois disso, decidi que além de querer realizar uma para aplicar ao exterior, eu queria fazer uma prova que pudesse medir os anos de estudo que dediquei ao Inglês e cuja validade fosse maior que do IELTS ou TOEFL, por exemplo, para poder usar profissional e academicamente.  E foi assim que, após pesquisar, encontrei o CAE. 

As provas padronizadas são conhecidas por abrirem portas às suas capacidades linguísticas, mas pouco se fala sobre os seus valores não serem sempre os mais acessíveis. Pensando nisso, optei por fazer o CAE, pois além de ser aceito em mais de 2000 universidades no Reino Unido,  EUA e Austrália, não tem validade. Posso utilizá-lo para aplicar a uma faculdade, assim como para comprovar meu nível de proficiência numa oportunidade de emprego, sem precisar me preocupar de gastar mais 500 euros daqui a alguns anos”

Espanhol como porta para a América Latina e a Europa

DELE e SIELE são os principais referenciais para quem mira países de língua espanhola

Para quem considera universidades na Espanha, México, Argentina, Chile ou em qualquer outro país de língua espanhola, as principais provas de proficiência são o DELE e o SIELE. O DELE, oferecido pelo Instituto Cervantes, é o exame mais tradicional e reconhecido internacionalmente, com níveis que vão do A1 ao C2 e sem prazo de validade após a certificação. O SIELE, desenvolvido em parceria entre o Instituto Cervantes e universidades do México e da Argentina, tem um formato mais moderno e digital, com validade de cinco anos. Ambos são aceitos pela maioria das universidades hispanófonas e por programas de bolsas voltados para esses destinos.

Francês: dois sistemas para dois objetivos diferentes

Certificar é diferente de  candidatar

No caso do francês, os exames mais relevantes para candidaturas universitárias dividem-se em dois grupos com lógicas distintas. O primeiro é o sistema DELF e DALF, ambos oferecidos pelo France Éducation International. O DELF cobre os níveis A1, A2, B1 e B2, enquanto o DALF abrange os níveis C1 e C2. A diferença central entre os dois não é apenas o nível de dificuldade: são exames independentes, ou seja, cada nível é certificado separadamente e de forma permanente, sem prazo de validade. Para quem quer uma certificação definitiva do seu nível de francês, reconhecida em praticamente todos os países francófonos e em processos de bolsas internacionais, o DELF e o DALF são a escolha mais sólida.

O segundo grupo inclui o TCF e o TEF. O TCF, desenvolvido pelo France Éducation International, é um exame de posicionamento com validade de dois anos, muito utilizado especificamente em processos de candidatura a universidades francesas e em pedidos de visto de longa duração. O TEF, oferecido pela Câmara de Comércio e Indústria de Paris, é mais frequentemente exigido em processos de imigração para países como o Canadá, onde é aceito como comprovativo de proficiência para residência permanente, embora algumas universidades também o reconheçam. Para quem quer estudar em França, o TCF tende a ser o caminho mais direto; para quem considera o Canadá francófono, o TEF merece atenção prioritária.

Bruna Germano

Board da BRASA e estudante de Relações Internacionais com minor em Comunicação e Mídia, Université Paris Nanterre

“Há algumas universidades que aceitam o TCF, uma opção mais acessível, mas que é válida apenas por 2 anos. Outras só aceitam o DELF, que é uma opção mais cara, mas vitalícia.

Minha principal dica para se preparar é estar em contato com o francês todos os dias, mesmo que de forma leve, treinar a mente assistindo desenhos e vlogs, ouvindo músicas, falando sozinha e tentando pensar em francês já faz muita diferença na evolução. Também acho muito importante revisar e treinar as provas antigas para entender o formato. Existem alguns sites e vídeos na internet que te ajudam a ter mais segurança no dia da avaliação.”

Bruna Germano

Board da BRASA e estudante de Relações Internacionais com minor em Comunicação e Mídia, Université Paris Nanterre

“Há algumas universidades que aceitam o TCF, uma opção mais acessível, mas que é válida apenas por 2 anos. Outras só aceitam o DELF, que é uma opção mais cara, mas vitalícia.

Minha principal dica para se preparar é estar em contato com o francês todos os dias, mesmo que de forma leve, treinar a mente assistindo desenhos e vlogs, ouvindo músicas, falando sozinha e tentando pensar em francês já faz muita diferença na evolução. Também acho muito importante revisar e treinar as provas antigas para entender o formato. Existem alguns sites e vídeos na internet que te ajudam a ter mais segurança no dia da avaliação.”

O TOLC é a porta de entrada para o Italiano

O exame das universidades italianas tem um formato próprio

Para quem considera estudar na Itália, o exame de referência é o CILS, oferecido pela Universidade para Estrangeiros de Siena, e o PLIDA, desenvolvido pela Società Dante Alighieri. Mas há um exame que merece atenção particular para candidaturas universitárias: o TOLC, sigla para Test Online CISIA, aplicado diretamente pelas universidades italianas públicas. Ele não avalia apenas proficiência em italiano, mas também competências lógicas e de leitura, funcionando como uma prova de admissão combinada. Quem planeja estudar em universidades públicas italianas deve verificar se o TOLC é exigido pelo programa de interesse.

Alemão: do Goethe ao TestDaF

A escolha certa depende do tipo de programa e da universidade

Para estudar na Alemanha em cursos ministrados em alemão, as duas principais provas de proficiência são o Goethe-Zertifikat e o TestDaF. O Goethe-Zertifikat, oferecido pelo Instituto Goethe, cobre todos os níveis do quadro europeu, do A1 ao C2, e é amplamente reconhecido em processos de admissão e concessão de vistos. O TestDaF, por sua vez, foi desenvolvido especificamente para candidaturas a universidades alemãs e avalia os níveis B2 e C1, sendo o exame mais solicitado por instituições de ensino superior no país.

Escolher a prova certa é uma decisão estratégica, não burocrática. Ela depende do idioma, do destino, da universidade e do tempo que você tem disponível para se preparar. Quanto mais cedo essa decisão entrar no seu planejamento, mais tranquilo será o processo.

Cada trajetória começa com uma decisão: pesquisar, planejar e entender quais caminhos existem para o seu perfil. A BRASA Ensina existe exatamente para isso, oferecendo informação acessível e apoio concreto para que você identifique a rota que faz mais sentido para a sua história. O próximo passo é seu, e a BRASA ensina.

Em breve, a BRASA Ensina estará no Portal BRASA. Explore nosso portal aqui!